“(...) a vida não é um filme de
censura livre para fazer com que a pessoa se sinta bem. Muitas vezes a vida
real acaba mal, como aconteceu com nosso casamento Pat. E a literatura tenta
documentar essa realidade, mostrando-nos que ainda é possível suportá-la com
nobreza.”
Pat Peoples, um ex-professor na casa
dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que
passou apenas alguns meses naquele 'lugar ruim', Pat não se lembra do que o fez
ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um 'tempo
separados'. Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de
lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito
promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a
aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua
internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a
reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais
felizes e no lado bom da vida.
Eu achei que este livro seria um
daqueles livros que parece que o personagem principal está chapado o tempo
todo, e eu estava certa. Mas este “estar chapado” neste livro, não foi um ponto
negativo.
